Arquivos Perdidos

O blog pessoal do Pedro Gabriel sobre RPG

Resenha: Castelo Falkenstein

Originalmente publicado aqui.

Mais material do antigo blog republicado aqui, desta vez trago a vocês uma resenha minha de Castelo Falkenstein. Afinal, se pretendo falar deste RPG magnífico por aqui, vocês precisam conhecê-lo antes, não?

Ficha Resumida

  • Sistema/jogo: próprio;
  • Formato: 224 páginas, capa dura, pb/colorido;
  • Editoras: R. Talsorian GamesDevir Livraria;
  • Idioma: português;
  • Autor: Michael Alyn Pondsmith (Mike Pondsmith);
  • Ano de publicação: 1998 no Brasil;
  • Preço: ver comentário abaixo;
  • Avaliação: d6 = … 6.

Comentários

Aclamado. Este é o adjetivo perfeito para descrever este jogo, seu autor e a editora que o publicou nos EUA. Adquiri-o na Bienal do Livro 2009 em Salvador, onde o comprei, com 20% de desconto, por R$ 38,40.

O livro é dividido em duas grandes partes: a primeira, alternando páginas coloridas e em preto-e-branco, descreve a ambientação; enquanto isso, totalmente em pb, a segunda parte trata do sistema de regras. Mesmo o tipo de papel é diferente entre as partes!

A ambientação é ricamente descrita, com diversos detalhes que dão cor e sabor ao jogo. Totalmente escrito em primeira pessoa por Thomas Edward Olam, vulgo Tom Olam, um amigo de Mike Pondsmith (este insere alguns comentários próprios ao longo do texto), o texto trata não apenas dos fatos, personagens e particularidades de Nova Europa, o principal continente do mundo Falkensteiniano, como também descreve as aventuras de Tom neste lugar incrível, praticamente mudando o curso de uma guerra e os rumos da história.

O mundo de Castelo Falkenstein (aliás, o castelo em si é a atual residência de Tom Olam em Nova Europa e local importante do cenário) pode ser descrito em poucas palavras (o que é muito difícil!) como: um mundo Vitoriano (com alta tecnologia do vapor também!), baseado na Europa de 1870, com Alta Feitiçaria, Dragões descendentes de pterossauros, muitas Fadas de todos os tipos (as Cortes Seelie e Unseelie das Fadas garantem sua presença aqui), com toda a ação e aventura dos romances de época (pense em Júlio Verne — que, aliás, é Ministro da Ciência do Império Francês por aqui), principalmente com seus personagens! Sim, no mundo de Castelo Falkenstein veríamos Phileas Fogg discorrer sobre as impressões de Verne ao escrever a Volta ao mundo em 80 dias, e Arthur Conan Doyle conversando com o Dr. Watson sobre evolução!

Se o cenário é impressionante, o sistema de jogo é igualmente surpreendente. De início, não utiliza dados (e o porque disso é uma das muitas boas histórias do livro), e sim cartas de baralho — adicionando novos e interessantes elementos à jogabilidade (talvez por ter conhecido tardiamente o livro, eu penso muito em Super Mario RPG: The Legend Of The Seven Stars quando usar um baralho para jogar RPG me vem à cabeça…). O Mestre, aqui, é conhecido por Anfitrião, e tem à sua disposição diversos “Elementos do Melodrama Vitoriano” para elaborar as aventuras dos personagens jogadores. Aliás, a mecânica de construção destes quase não possui regras: você deve escrever a história, a personalidade e as motivações de seu personagem em um Diário, e dentre os diversos atributos do jogo, você deve qualificar alguns com adjetivos (Fraco, Médio, Bom, Ótimo, Excepcional e Extraordinário — um personagem recém criado tem direito a um atributo Ótimo, quatro atributos Bons, um atributo Fraco e todos os outros serão Médios). Mas, para o sistema de testes, os adjetivos qualificadores são convertidos em números — embora haja esse aparente “vai-e-volta”, devo salientar que este é um dos modos mais elegantes de se criar um personagem jogador.

Uma extensa bibliografia e índice remissivo completam o livro.

Comentário final: se encontrar em qualquer lugar (e é raro, pois já se passou mais de uma década desde seu lançamento nacional, e no site da Devir consta como Esgotado), compre! É uma excelente aquisição, com uma ambientação fantástica e um sistema de regras inusitado mas muito interessante.

Observação: na página 28 do livro traduzido há um parágrafo inacabado — mas nada que comprometa a leitura ou o entendimento do cenário.

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08/03/2010 - Posted by | Castelo Falkenstein, Resenhas, RPG | , , , , ,

7 Comentários »

  1. […] aqui é produzir material para Castelo Falkenstein. Certamente vocês já viram, mais cedo, a resenha do mesmo; e, na semana passada, a primeira e a segunda parte dos artigos sobre o Maestro da Realidade, para […]

    Pingback por O Maestro da Realidade para Castelo Falkenstein « Arquivos Perdidos | 08/03/2010 | Responder

  2. A venda na d3store! http://www.d3store.com.br/castelo-falkenstein.html

    Comentário por Jaime Daniel | 11/03/2010 | Responder

    • Ataque de oportunidade hein Jaime! Mas é isso aí! E seja bem-vindo!

      Comentário por pedrogsena | 11/03/2010 | Responder

  3. Eu comprei e estou “lendo” (confesso que lento seria a palavra mais apropriada) o livro e estou achando ele maravilhoso, é de fato uma boa dica! =)

    Comentário por Gran Kain | 24/03/2010 | Responder

    • Hehehe, a leitura é meio demoradinha mesmo, mas com certeza vale muito a pena! E obrigado pela visita!

      Comentário por Pedro Gabriel | 25/03/2010 | Responder

  4. Traduzi livremente o final da página 28:

    “… não acho que ninguém fique realmente surpreso que Otto von Bismarck queira tentar o título.”

    Comentário por Jacob | 18/12/2013 | Responder

  5. Sempre tive muito interesse por CF.Estou tetando voltar a jogar RPG e o cenário de CF é um excelente estímulo. Comprei hj o livro básico por R$ 20,00, num sebo, em Salvador, e estou arrebanhando uma turma pra jogar. Estou animado!

    Comentário por jeanlima | 08/01/2014 | Responder


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